O mercado brasileiro de e-Learning começou a se desenhar em 1999, quando algumas grandes empresas iniciaram seus projetos de universidades corporativas virtuais, lançando alguns cursos on-line ou adotando ferramentas e práticas de suas matrizes.
Mesmo com o estouro da bolha da Internet, o mercado de e-Learning era tido como promissor. Em 2001, duas grandes empresas do setor de serviços investiram fortemente nesse mercado. Inteligens e MHW, empresas sediadas em Florianópolis e no Rio de Janeiro e com um ano de operação, foram compradas pelo Grupo Promon e pela Xerox, respectivamente.
Com isso, o mercado de e-Learning ficou polarizado entre esses dois grandes players, que ofereciam soluções completas de e-Learning: conteúdo, tecnologia e serviços. Algumas poucas pequenas empresas emergentes ofereciam na época serviços pontuais com foco somente em conteúdo ou desenvolvimento de tecnologia, ou ainda de consultoria.
Promon Intelligens e Xerox MHW tinham em sua carteira de clientes empresas que pavimentaram o caminho do e-Learning no Brasil e até hoje são tidas como referência. Como exemplos, podemos citar: PromonIntelligens: Telemar (Unite), Brasil Telecom, Itaú (consultoria) e Caixa Econômica Federal.
A Promon Intelligens desenvolveu um LMS (Learning Management System) proprietário, baseado em SCORM e em conceitos de gestão de conhecimento, chamado KRP – Knowledge Resource Planning. Além disso, detinha os direitos de representação, no Brasil, das maiores empresas de LMS do mundo: Saba e Docent (atual SumTotal).
Ao final de 2002, com a demora do retorno sobre o investimento em produtos e serviços de Internet, somado ao fato de as unidades de negócio de e-Learning serem pouco representativas no resultado dos dois grandes players, tanto a Promon quanto a Xerox descontinuaram suas unidades de e-Learning.
A saída da Promon Intelligens e da Xerox-MHW deu origem à configuração do mercado de e-Learning como conhecemos hoje, sendo que empresas emergentes com ofertas segmentadas aproveitaram a lacuna deixada pelos dois grandes players para se consolidarem no mercado de integração de soluções com ofertas consistentes de conteúdo, tecnologia e serviços na área.
A representação do LMS Saba ficou com a empresa BSI, criada por ex-sócio da integradora CPM. A representação do LMS Docent ficou com a Micropower, empresa que representava aplicativos em CD-ROM. O WebAula, hoje a maior empresa de e-Learning no país, em acordo com a Promon Intelligens absorveu os códigos-fonte e clientes do LMS KRP. A Ciatech, empresa de multimídia e CDs educativos, entrou no mercado de e-Learning com maior expressividade nesse período.